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O Grito dos Excluídos recorda os 197 brumadenses mortos por Covid-19, e reivindica participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e respeito à democracia

Postado por Luciane Martins dia em Notícias

O Grito dos Excluídos recorda os 197 brumadenses mortos por Covid-19, e reivindica participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e respeito à democraciaFoto: Ângela Silva - A manifestação contou com a participação de representantes de movimentos sociais que lembrou jovens negros, mulheres assassinadas e criticou o governo municipal e federal.
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Um grupo de pessoas se reuniu em Brumado, para participar da 27ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas, manifestação que é referência no país por acontecer tradicionalmente no Dia da Independência do Brasil. Esse ano, em decorrência das muitas manifestações no Brasil ocorridas nessa data, Brumado optou por realizar o grito no dia 17 de setembro. Com o tema "Vida em primeiro lugar", e o lema "Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda já!''. A concentração ocorreu na Praça Coronel Zeca Leite, a conhecida Praça da Prefeitura, na última sexta-feira, 17 de setembro, por volta das 18h30. A abertura contou com a participação do Grupo de Capoeira Topázio representando a força que tem a cultura e o esporte.

Com bandeiras, cartazes, faixas, blusas personalizadas de seus movimentos, e placas de frases de efeito, os participantes do ato protestaram contra a falta de políticas públicas, a corrupção, a miséria, o preconceito, o feminicídio e a intolerância. Os manifestantes criticaram os esgotos estourados na cidade de Brumado, a privatização e o sucateamento dos serviços da Embasa, a educação, a obrigatoriedade do ensino integral no município, e compararam as escolas com prisões.

Com gritos de guerra que diziam: “Pisa ligeiro, pisa ligeiro, quem não pode com formiga não pode com formigueiro” e, “Aqui está o povo sem medo, sem medo de lutar”; o grupo manifesta contrariedade ao governo Municipal e Federal.

O Grito dos Excluídos e Excluídas de Brumado contou com as presenças da Associação Divina Providência de Amparo Social e Cristão, da Rádio Nova Vida 87.9 FM, que transmitiu ao vivo pelo Facebook parte do evento. Além da imprensa local, Movimento Levante Popular da Juventude, Movimento Cultural Abracadabra, representantes de partidos políticos, organizações não governamentais, religiosos, APLB Sindicato, Associação De Agricultores Familiares Camponeses Da Bahia - ASFAB, União da Juventude Socialista - UJS, e do povo excluído muito bem representado por trabalhadores informais.

De acordo com o padre Cleonídio Alves Barbosa, o grito dos Excluídos tem a Igreja como geradora, e essa Igreja, “precisa estar em plena sintonia com as realidades sociais, é uma questão do evangelho, e não pode ser indiferente e negligente a questão das lutas  do povo.” Fazendo uma análise política, ele destacou que infelizmente uma parte dos nossos governantes e dirigentes estão indiferentes às necessidades do povo. Acerca da falta de participação efetiva e sobre a distância da população em movimentos como esse, o padre avaliou que o povo não parece politizado e, completou dizendo: "A gente fica assim um pouco triste, mas não desanimado com a população que não responde, e que não tem ainda consciência dos seus próprios direitos”, concluiu o padre.

A manifestação também fez um alerta para a pandemia da Covid-19 e ressaltou que, no Brasil, ocorreram quase 600 mil mortes devido à doença.

Confira a reportagem na íntegra:

Texto: Ângela Silva
Reportagem: Luan Porto
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