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Cáritas realiza I Intercâmbio de Convivência com Biomas

Postado por Jailton Neri dia em Notícias

Cáritas realiza I Intercâmbio de Convivência com BiomasFoto: Morgana Damásio / Marcus Fabricio / Maíra Silva
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Sob o luar do sertão, sentados em volta da fogueira, agricultores, artesãos, professores, jovens e agentes Cáritas partilharam vivências, experiências e saberes. O momento integrou a programação do I Intercâmbio de Convivência com Biomas, realizado entre os dias 17 a 19 de maio, na cidade de Baixa Grande, Diocese de Ruy Barbosa/BA.

Na roda de conversa, os cerca de 50 participantes dividiram suas percepções sobre as visitas as experiências de campo.

Experiência 1 – Uma educação que dialoga o conhecimento científico e o saber popular, dando sentido à vida das pessoas a partir do lugar em que vivem. Essa é a Educação Contextualizada para Convivência com o Semiárido, foco da visita a Escola Municipal Profº Laurentino B. dos Santos, localizada em Várzea do Poço (BA).

O município, que adotou a educação contextualizada como política pública municipal, iniciou a discussão dessa prática de ensino nos primeiros anos da década de 2000, a partir da experiência do projeto “A educação que a gente quer do jeito que a gente é”, executado, na época, pela Diocese de Ruy Barbosa.

“ A educação contextualizada valoriza o que a criança tem em casa, todos ensinam e todos aprendem. Ela nos ensina a olhar o semiárido com outros olhos, diferente do que os livros didáticos e a mídia trazem pra gente”, explicou na ocasião a educadora Paula Luciana.

Para Karina de Melo, estudante de Educação do Campo (UFRB), o exemplo da escola foi inspirador. “ Acredito que essa experiência vai me empurrar sempre que eu pensar em desistir. Me fez ver que por mais difícil que seja a caminhada da educação, vale muito a pena. Me sinto motivada a trazer essa referência para as comunidades”, afirma.

A segunda parada do roteiro foi na propriedade do agricultor Ailson. “A gente foi aprendendo uma forma de conviver com um semiárido nos períodos de estiagem”, explica, partilhando sua trajetória com os intercambistas. Foram duas migrações (São Paulo e Sergipe) e muitas batalhas até que ele conquistasse sua terra e pudesse sobreviver por meio dela. Hoje, através do armazenamento da água da chuva, o agricultor consegue plantar, criar porcos, aves, caprinos e bovinos, além de produzir seu próprio gás para cozinha, por meio do biodigestor.

Experiência 2 – Compreender a dinâmica da Economia Popular Solidária (EPS) e dos Fundos Rotativos Solidários (FRS), a partir da experiência da Associação de Mulheres Baixagrandenses, Associação Santa Cecília e do Ponto Fixo de Comercialização de Baixa Grande ( Federação das Associações/Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Esta foi a proposta das visitas feitas no território de Baixa Grande (BA). Para Analice da Paixão, cooperada, o que ficou de mais forte na vivência realizada é a persistência e empoderamento das mulheres dos grupos produtivos . “Me senti reforçada e revigora. Na minha comunidade estamos formando um grupo de temperos e perceber a força dessas mulheres motiva a gente”, partilha.


Experiência 3 – Em Ruy Barbosa (BA) os participantes puderam conhecer a Escola Família Agrícola Mãe Jovina, que fortalece a adequação da escola à vida do campo. Através da pedagogia da alternância, os estudantes passam parte do tempo escolar aprendendo a trabalhar com a terra, plantas, animais e a conviver e interagir com a realidade agrícola, e outra parte em casa, aplicando o conhecimento a sua realidade.” Todos deveriam ver e ouvir o trabalho que os jovens fazem nas Escola Família Agrícola (EFA). Inspira a gente”, afirma o intercambista Tarso Ricardo.

O grupo também pode conhecer a COPAERB (Cooperativa dos Pequenos Produtores Agroecológicos do Entorno de Ruy Barbosa), que conseguiu responder ao desafio do desperdício de alimentos (frutas) na região, criando uma alternativa de trabalho, geração de renda e comercialização, através da produção de polpas.

ENCAMINHAMENTOS – O evento também contou com a realização de oficinas sobre convivência com os biomas, educação contextualizada e EPS. Com o aprofundamento das discussões, os participantes definiram como encaminhamentos propagar as experiências vivenciadas durante o intercâmbio, fortalecer novos intercâmbios/formações e estratégias locais/ territoriais de comercialização.

A programação foi encerrada com uma síntese do encontro, realizada por Cícero Félix (ASA/IRPA).” Nós temos um elemento importantíssimo para avançar no debate da convivência com os biomas. Precisamos compreender melhor os ciclos da água onde a gente vive e potencializar a natureza a manter esse ciclo vital”, concluiu.

Texto: Morgana Damásio

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